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A busca por IA chegou. Sua marca está na resposta?

Maurício de Queiroz, Cofundador, CEO5 min de leituraMercado

Neste artigo
  1. A busca por IA virou hábito
  2. Menos cliques, mesmo no Google
  3. No Brasil, a compra já passa pela IA
  4. No B2B, a lista curta nasce no chatbot
  5. Cabe pouca gente na resposta
  6. O que fazer agora
  7. Fontes

Durante 25 anos, buscar foi olhar uma lista. A pessoa digitava, recebia dez links azuis, abria três ou quatro e tirava as próprias conclusões. Esse ritual está mudando rápido: com a busca por IA, quem pergunta recebe uma resposta pronta, com as marcas já escolhidas.

Não é previsão. Os números já mostram a mudança, no mundo e no Brasil, e ela muda o que significa uma marca aparecer.

Tela Visibilidade por engine da Bases: a mesma marca aparece em 60% das respostas do ChatGPT, 55% dos AI Overviews, 50% do Gemini, 45% do AI Mode, 35% do Claude e 30% do Perplexity, com as linhas de uma semana. Ao fundo, as Ninfeias de Claude Monet.
Figura 1. A mesma marca aparece em 60% das respostas do ChatGPT e em 30% das do Perplexity: cada IA responde do seu jeito. Tela da Bases com dados simulados da Lumora, uma marca fictícia. Ao fundo, Ninfeias, de Claude Monet (domínio público).

A busca por IA virou hábito

O ChatGPT tinha 100 milhões de usuários por semana em novembro de 2023. Em outubro de 2025, eram 800 milhões, e em fevereiro de 2026 a OpenAI anunciou 900 milhões. Em pouco mais de dois anos, perguntar a uma IA virou hábito para uma parte enorme da internet.

E o ChatGPT não está sozinho. O Gemini, o Perplexity, o Copilot e os recursos de IA do próprio Google respondem às mesmas perguntas, cada um do seu jeito.

Menos cliques, mesmo no Google

A mudança chegou também à busca tradicional. Quando o Google mostra um resumo feito por IA no topo da página, as pessoas clicam menos nos resultados.

O Pew Research Center acompanhou a navegação de 900 adultos nos Estados Unidos em março de 2025. Com o resumo de IA na tela, o clique num resultado aconteceu em 8% das visitas; sem ele, em 15%. Os links dentro do próprio resumo foram clicados em só 1% das visitas.

A Gartner, consultoria que faz previsões para executivos de marketing, estima que, até 2028, muitas marcas vão perder metade ou mais do tráfego orgânico do Google, à medida que as pessoas adotam a busca com IA. É uma previsão, e não uma medição, mas aponta na mesma direção do estudo.

No Brasil, a compra já passa pela IA

Não é coisa só dos Estados Unidos. Na pesquisa E-consumidor 2026, da Nuvemshop com a Opinion Box, 46% dos consumidores online brasileiros disseram que ferramentas como o ChatGPT e o Gemini já fazem parte da jornada de compra.

Os usos mais citados são justamente os momentos de decisão: comparar prós e contras dos produtos e tirar dúvidas técnicas, com 48% cada. É ali, na comparação, que uma marca entra ou fica de fora.

No B2B, a lista curta nasce no chatbot

Nas compras entre empresas, a mudança é ainda mais rápida. Na pesquisa da G2 com 1.076 compradores de software, feita em março de 2026, 51% disseram começar a pesquisa mais vezes num chatbot de IA do que no Google. Um ano antes, eram 29%.

E a recomendação pesa: 69% contaram ter escolhido um fornecedor diferente do que planejavam por causa do que a IA indicou.

Cabe pouca gente na resposta

Na lista de links, aparecer na primeira página bastava para entrar na disputa. Na resposta de uma IA, a disputa termina antes: a IA lê as fontes, compara e entrega duas ou três marcas, às vezes uma só, com um comentário sobre cada uma.

Isso muda três coisas:

  • Estar na resposta. A marca que não aparece não chega a ser considerada.
  • A ordem. Ser a primeira indicação não é o mesmo que ser a terceira, citada de passagem.
  • O jeito de descrever. Uma ressalva como "cara para o que entrega" pode tirar a venda, mesmo com a marca na resposta.

E a disputa não é só entre marcas. Para montar a resposta, a IA também escolhe quais sites citar como fonte: o site da marca, marketplaces, sites de avaliação, vídeos. Quem aparece como fonte ajuda a decidir o que a resposta diz.

Tela Citation Share da Bases: 11% das citações das respostas de IA apontam para o site da marca, que é o terceiro mais citado, atrás de um site de reclamações e de um marketplace e à frente do YouTube.
Figura 2. A fatia das citações das respostas de IA que aponta para cada site. O site da marca é o terceiro, atrás de um site de reclamações e de um marketplace. Tela da Bases com dados simulados.

O que fazer agora

A boa notícia é que a presença nas respostas pode ser medida e melhorada. São quatro passos:

  1. Descubra as perguntas. Não as palavras-chave, e sim as perguntas inteiras que o seu cliente faz às IAs, do jeito que ele fala. O capítulo As perguntas que você vai acompanhar mostra como montar a lista.
  2. Meça onde você está. Veja se a marca aparece, em que posição, com que tom e ao lado de quem, em cada IA, e repita a medição, porque as respostas mudam. Está no capítulo O primeiro diagnóstico.
  3. Deixe o site legível para as IAs. Robôs liberados, páginas claras e fatos certos sobre a marca. O passo a passo está em O site que as IAs conseguem ler.
  4. Transforme em rotina. Acompanhe toda semana e corrija o que as IAs dizem de errado. Veja Transformar em rotina.

O Guia de AEO da Bases explica cada etapa em detalhe, com exemplos.

Fontes

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Veja onde ela aparece, ao lado de quem e com que tom, nas respostas de cada IA.